Curso técnico em segurança do trabalho: Saiba tudo sobre

Você sabia que, quando se fala em acidentes de trabalho, o Brasil é o 4º país no ranking mundial? São cerca de 700 mil por ano. À nossa frente, somente China, Índia e Indonésia. Isso mostra a necessidade de mais profissionais atuando na prevenção dos acidentes de trabalho nas empresas. Este é uma das responsabilidades do técnico em segurança de trabalho, profissão que tem sido cada vez mais requerida no mercado. Se você se interessa pelo curso técnico em segurança do trabalho, confira aqui todas as informações sobre o mercado de trabalho, vagas e salários dessa profissão.

Ter técnico de segurança é exigência legal

A fim de diminuir o número de acidentes de trabalho, existem 36 normas regulamentadoras com orientações sobre as práticas de saúde e segurança ocupacional. Algumas delas já têm quase 40 anos de aprovação. Elas orientam sobre temas como trabalho em espaço confinado, uso de EPIs, ergonomia, manuseio de máquinas e equipamentos, entre outras.

Uma dessas normas regulamentadoras, a NR 4, determina que as empresas, sejam elas públicas ou privadas, cujos funcionários sejam regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), devem manter serviços especializados de segurança e medicina do trabalho. O número de técnicos em segurança do trabalho que deve formar esta equipe depende da relação dos seguintes fatores: risco da atividade principal e número total de empregados.

Isso quer dizer que, quanto maior o risco da atividade envolvida e maior o número de empregados, mais técnicos em segurança do trabalho dedicados à segurança e saúde deverão atuar na empresa.

Profissional necessário

A tabela começa a ser aplicada para empresas com mais de 50 funcionários. E, adivinhe só, qual é o único profissional listado como necessário para que uma empresa com 50 a 100 funcionários e grau máximo de risco possa operar de acordo com essa NR? Sim, o técnico de segurança do trabalho.

Em uma grande empresa, que tenha entre 3 e 5 mil funcionários, esse número pode chegar a 10, dependendo do grau de risco da atividade. Isso que estamos falando somente de números exigidos por lei, mas, dependendo da complexidade ou mesmo número de unidades de uma empresa, é possível que haja necessidade de ter uma equipe ainda maior.

Técnico de segurança de trabalho é profissão em alta

Como a legislação citada acima continua vigente e deve permanecer assim para que o Brasil melhore suas condições de trabalho, a tendência é que a demanda por técnicos em segurança do trabalho continue em ascensão.

Isso porque, mesmo nos momentos de crise, as empresas precisam manter sua operação rodando e, para isso, há uma estrutura mínima a ser mantida. Seja pela necessidade de orientar, treinar e supervisionar a segurança dos funcionários, seja por cumprimento à legislação, é imprescindível manter os técnicos em segurança do trabalho no quadro.

Além da questão legal, o trabalho dos técnicos em segurança do trabalho impacta diretamente no resultado da empresa. Como? Imagine que haja um acidente de trabalho grave. Além das questões emocionais envolvidas, há um custo com a saúde do funcionário envolvido no acidente, o custo para repor sua vaga, caso seja necessário um afastamento, o custo da infraestrutura (máquinas, equipamentos, etc.) envolvida, e mais: o custo com a falta de produtividade.

Perfil do técnico em segurança do trabalho vai além da formação

Se você está pensando em seguir a carreira como técnico de segurança do trabalho, é preciso saber que, além da formação, é importante que você tenha um perfil adequado à esta função. Confira abaixo alguns comportamentos importantes para quem atua na área.

  • Ser disciplinado: Aprendemos mais pelo exemplo do que pelo que nos falam. Por isso, o técnico em segurança do trabalho precisa ser referência no cumprimento dos padrões das empresas. Não somente nos que dizem respeito à segurança, mas todos. Só assim será respeitado ao cobrar a postura adequada dos demais funcionários;
  • Saber dizer não: Quando se fala em segurança, é muito comum o técnico em segurança do trabalho ouvir pedidos de exceção. E é importante que ele não permita que as exceções ocorram, mas que também aproveite o questionamento para orientar e educar o funcionário no que diz respeito às normas de segurança do trabalho;
  • Entender o processo: Além das normas regulamentadoras, é preciso que o técnico em segurança do trabalho conheça bastante o processo da empresa para fazer sugestões de melhorias, identificar e dar tratamento aos possíveis riscos existentes na operação;
  • Ter bom relacionamento: em geral, não gostamos de ser cobrados. Por isso, é fundamental que os técnicos de segurança do trabalho construam uma boa relação com as áreas da empresa, mostrando-se sempre como um guardião da saúde e segurança de todos e não como alguém que quer atravancar o processo;
  • Gostar de estudar: além das 36 normas existentes, as empresas costumam ter também suas próprias políticas de saúde e segurança. E tanto as normas previstas em lei quanto as da empresa podem ser revisadas e atualizadas. Sendo assim, é preciso que o técnico em segurança do trabalho esteja em constante atualização.

Afinal, o que faz o técnico de segurança do trabalho

Nas empresas, alguns acham que os técnicos de segurança do trabalho são anjos da guarda. Outros já os julgam como “dedo-duros”, mas o fato é que o principal trabalho de um técnico em segurança do trabalho é prevenir os acidentes de trabalho e as doenças ocupacionais dentro das empresas.

Para isso, é preciso que o técnico em segurança do trabalho mapeie as condições inseguras, defina planos de ação para tratá-las, acompanhe a implementação das ações e, principalmente, oriente os funcionários quanto ao uso dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e quanto às normas internas e externas de segurança.

Quanto ganha um técnico de segurança do trabalho?

Como é definido pelo sindicato da categoria, o salário mínimo de um técnico em segurança do trabalho pode variar de acordo com a região do País e também com o setor de atuação. Hoje, o salário teto mais alto é o do estado de São Paulo, com um piso salarial de R$ 3.239 para os técnicos de segurança de trabalho que atuam no setor de engenharia consultiva. A média salarial do País fica em torno de R$ 2,6 mil. Nos cargos de coordenação, o salário pode chegar a até R$ 8 mil.

Para finalizar, o curso técnico em segurança do trabalho é exigido um estágio obrigatório. Além de atuar como técnico, existem funções como auxiliar, assistente, analista e supervisor de segurança de trabalho que também exigem a formação. Além disso, há a possibilidade de o técnico em segurança do trabalho dar aulas e até mesmo conduzir treinamentos e ministrar palestras sobre o assunto.

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+MATRIZ CURRICULAR

TÉCNICO EM SEGURANÇA DO TRABALHO – 1320h
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
MÓDULO I – 440h
Legislação Aplicada – 80h
Primeiros Socorros – 80h
Gestão Ambiental e da Qualidade – 80h
Gestão de Recursos Humanos e Comunicação – 80h
Fundamentos de Segurança – 80h
MÓDULO II – 440h
Higiene do Trabalho: agentes físicos  -80h
Máquinas e equipamentos – 80h
Sistemas de Segurança na Construção Civil – 80h
Ergonomia – 80h
Doenças Ocupacionais – 80h
Módulo III – 440h
Higiene do Trabalho – 80h
Sistemas de Segurança em Eletricidade – 80h
Prevenção e Combate a Incêndio – 80h
Gerência de Riscos – 80h
Avaliação e Perícias – 80h
PROJETOS INTERDISCIPLINARES  – 120h

+DOCUMENTOS PARA A MATRÍCULA

A matrícula deverá ser realizada na Secretaria da MÉTODO. Apresentar cópia autenticada ou simples com apresentação do documento original:
– Certificado de conclusão do curso de Ensino Médio e Histórico Escolar (ou Declaração de Matrícula do 2º ou 3º ano do Ensino Médio)
– RG ( Cédula de identidade )
– CPF Cadastro Nacional de Pessoa Física (CIC)
– Título de eleitor aos maiores de 18 anos
– Prova de quitação com o serviço militar para maiores de 18 anos, se do sexo masculino
– Certidão de nascimento ou casamento
– Comprovante de residência com CEP
– Duas fotos 3×4 recentes e iguais

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